Há quase 4 meses, eu perdi meu pai. Ainda sofro muito. Mas o tempo ameniza a dor cada vez mais... Fico imaginando-o num lugar lindo e que ele está super bem com pessoas que o ama... Fico tentando imaginar quem o recebeu... Lembro da minha vó que o amava muito, mas ele também já havia perdido seu pai...como não convivi com meu avô, não sei como era a sua relação com meu pai... Bom, só sei que está bem acolhido, e que foi recebido com amor e carinho... e assim rezo para ser todos os dias. Sinto muito a sua falta. Mas muitas vezes, evito mesmo pensar e raciocinar que perdi mesmo meu pai. É por vezes inacreditável... Havia tanto por dizer, por fazer... Eu nunca esqueço uma coisa que li sobre o sentimento de perda e a descrição do que mais faz doer... E o que mais faz doer, são os sonhos não realizados... Tudo que ainda se sonhava em fazer com aquela pessoa... E isso é a mais pura verdade pra mim. Uma das coisas que eu imaginava era o dia que eu ia dar a notícia de que eu estava grávida, e tudo que curtiríamos juntos com meu filho (a). Imaginava que como avô ele ficaria mais próximo da gente... Ele já era avô do João, e isso já estava acontecendo aos poucos...
Mas o fato é que fico imaginando como são as coisas lá no Céu. E imagino os espíritos que ainda irão reencarnar, como meu filho que ainda não está neste mundo... E imagino os que já desencarnaram como meu pai... E penso, será que ele encontrou lá seu futuro neto (a)? Talvez meu filho estivesse lá ainda pra conversar alguma coisa com seu avô antes de encarnar, já que nessa vida eles não iriam se conhecer... E talvez estejam lá curtindo os últimos momentos juntos porque em breve meu filho vem pra cá!
Quando meu filho(a) chegar, contarei à ele sempre estórias do seu avô... Quero que ele entenda a pessoa maravilhosa e especial que meu pai foi. Quero que ele conheça sua própria estória. E ele faz parte, sempre.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Lados negativos da "torcida"
Nunca percebi o quanto seria ruim pra mim ter começado a desabafar com tantos amigos os meus planos de ser mãe... E acreditem: foi a pior coisa que fiz durante o processo "tentar ser mãe"! Pode ter certeza que a angústia com uma torcida tão enorme só aumenta, e isso atrapalha muito porque o psicológico é importante demais! Se houvesse a opção de apenas desabafar sem nunca ser questionada de como estão as coisas, como anda o tratamento, as "cercadas" para saber se está grávida... enfim, essas coisas todas que acontecem, então, não haveria problema! Sei que é natural perguntar, querer saber, se preocupar... é normal ser questionada, mas isso certamente irá te incomodar...pode acreditar!
Hoje eu sei que tenho uma doença chamada "endometriose". Eu sei que não é a pior coisa do mundo, mas uma coisa é certa: minhas chances são menores do que uma mulher totalmente saudável e não sei como e quando poderei ser mãe. Sendo assim, se torna muito chato ser questionada de como andam as coisas, etc. Chega! Não tô mais só "treinando" e não engravidarei mais a qualquer momento, então seria tão bom se as pessoas entendessem e parassem de querer saber! Eu optei por fazer um tratamento: inseminação artificial e não dando certo, fertilização in vitro. Ou seja, basta torcer por mim e quando acontecer, com certeza farei questão de dividir essa enorme alegria com todos os amigos! Mas enquanto nada está acontecendo, não é difícil imaginar as opções que estão acontecendo comigo: não estou grávida ou quero esperar um pouco mais para estar dividindo a notícia de uma gravidez mais segura, com risco menor de perder ou algo assim... O que pode ser feito, estou fazendo. Ninguém mais quer isso do que eu e meu marido. O processo é doloroso, então as pessoas deveriam dar espaço... Quando alguém está fazendo um tratamento para engravidar, ela mesma contará quando tiver novidades, mas dividir um processo de tentativas frustradas é realmente muito doloroso! Contar alegrias é bom demais, mas dividir angústia ou sofrimento com muitos não é nada agradável!
Uma pessoa muito querida uma vez me perguntou de uma maneira muito tranquila... "Como estão as coisas? Ou você prefere não falar sobre isso?"... Ah... Prefiro realmente não falar mais sobre isso.
Beijos à todos! E vamos continuar na luta! ;)
Hoje eu sei que tenho uma doença chamada "endometriose". Eu sei que não é a pior coisa do mundo, mas uma coisa é certa: minhas chances são menores do que uma mulher totalmente saudável e não sei como e quando poderei ser mãe. Sendo assim, se torna muito chato ser questionada de como andam as coisas, etc. Chega! Não tô mais só "treinando" e não engravidarei mais a qualquer momento, então seria tão bom se as pessoas entendessem e parassem de querer saber! Eu optei por fazer um tratamento: inseminação artificial e não dando certo, fertilização in vitro. Ou seja, basta torcer por mim e quando acontecer, com certeza farei questão de dividir essa enorme alegria com todos os amigos! Mas enquanto nada está acontecendo, não é difícil imaginar as opções que estão acontecendo comigo: não estou grávida ou quero esperar um pouco mais para estar dividindo a notícia de uma gravidez mais segura, com risco menor de perder ou algo assim... O que pode ser feito, estou fazendo. Ninguém mais quer isso do que eu e meu marido. O processo é doloroso, então as pessoas deveriam dar espaço... Quando alguém está fazendo um tratamento para engravidar, ela mesma contará quando tiver novidades, mas dividir um processo de tentativas frustradas é realmente muito doloroso! Contar alegrias é bom demais, mas dividir angústia ou sofrimento com muitos não é nada agradável!
Uma pessoa muito querida uma vez me perguntou de uma maneira muito tranquila... "Como estão as coisas? Ou você prefere não falar sobre isso?"... Ah... Prefiro realmente não falar mais sobre isso.
Beijos à todos! E vamos continuar na luta! ;)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Expectativas para o próximo ano
O ano está acabando... Penso que minha maior alegria este ano foi meu sobrinho! Bebês são a maior benção da vida... e eles são alheios à diferença que fazem na vida de tanta gente ao seu redor! É maravilhoso a naturalidade com o que acontecem esses sentimentos... Estamos todos maravilhados com ele a cada dia. Começo a entender melhor esse meu sonho de ser mãe! Começo a temer mais coisas do que temia no começo. Tive muito tempo para entender tantas coisas, tantos detalhes... E ainda tenho tempo. Deus não quis nos dar esse presente de surpresa. Quis nos preparar para recebê-lo. Quis nos acostumar que mudanças estão por vir... Ele está nos preparando para os nove meses e para tudo que virá depois.
O que mais me faz acreditar que agora realmente vai acontecer é que estou ficando com um medo muito grande! Não esqueço nem um dia de tomar as minhas vitaminas, meu ácido fólico... Me preocupo muito com a saúde do meu filho (a)! E me preocupo em ter estabilidade financeira até lá... Penso nas coisas todas que terei que comprar... E penso muito, mas muito mesmo, em como será seu rostinho... E penso se virá a Luiza. Ou se virá o Caio (nome de menino ainda não é nada certo...). Enfim... tenho me preocupado com tantas coisas que sinto que está próximo! Março? Abril? Mal posso esperar! E que venha logo 2013!
Meu pai tem uma teoria dos anos ímpares! São os anos dos grandes acontecimentos para nós (nós librianos talvez, não sei... Pelo menos coincide neste aspecto)... São anos de acontecimentos marcantes e ons!
Contando após meu nascimento (nasci em 1980):
Em 1981 ganhei um irmãozinho!
Em 1985 voltamos pra Fortaleza!
Em 1987 meu pai recebeu a proposta para irmos pra SP!
Em 1989 tive meu primeiro namoradinho.
Em 2013... estou no aguardo de que ganharei a melhor notícia de todas!
O que mais me faz acreditar que agora realmente vai acontecer é que estou ficando com um medo muito grande! Não esqueço nem um dia de tomar as minhas vitaminas, meu ácido fólico... Me preocupo muito com a saúde do meu filho (a)! E me preocupo em ter estabilidade financeira até lá... Penso nas coisas todas que terei que comprar... E penso muito, mas muito mesmo, em como será seu rostinho... E penso se virá a Luiza. Ou se virá o Caio (nome de menino ainda não é nada certo...). Enfim... tenho me preocupado com tantas coisas que sinto que está próximo! Março? Abril? Mal posso esperar! E que venha logo 2013!
Meu pai tem uma teoria dos anos ímpares! São os anos dos grandes acontecimentos para nós (nós librianos talvez, não sei... Pelo menos coincide neste aspecto)... São anos de acontecimentos marcantes e ons!
Contando após meu nascimento (nasci em 1980):
Em 1981 ganhei um irmãozinho!
Em 1985 voltamos pra Fortaleza!
Em 1987 meu pai recebeu a proposta para irmos pra SP!
Em 1989 tive meu primeiro namoradinho.
Em 1991 conheci minha melhor amiga!
Em 1993 foi a primeira vez que trouxe uma amiga de SP pra Fortaleza! Ah! E fiquei menstruada (isso é bom???)!
Em 1995, fiz minha primeira viagem internacional: Estados Unidos! Duas vezes!!!
Em 1997 tive meu primeiro namoro sério e terminei o colégio!
Em 1999 tive meu primeiro estágio e tirei carteira de motorista (não foi muito bom para os outros motoristas...hehehehe)!
Em 2003 eu recebi meu diploma, meu CREA e tive meu primeiro emprego como arquiteta!
Em 2005 me mudei pra Fortaleza, comecei no meu trabalho e conheci meu futuro marido (que ano, hein?!)!!!
Em 2007 havíamos terminado nosso relacionamento, mas voltamos neste mesmo ano e muito melhores e mais maduros!!!
Em 2009 ganhei a cunhada que seria a mãe do meu primeiro sobrinho e começamos a fazer muitos projetos juntos! Nasceu o escritório DIA...
Em 2011 eu me casei!
Em 1993 foi a primeira vez que trouxe uma amiga de SP pra Fortaleza! Ah! E fiquei menstruada (isso é bom???)!
Em 1995, fiz minha primeira viagem internacional: Estados Unidos! Duas vezes!!!
Em 1997 tive meu primeiro namoro sério e terminei o colégio!
Em 1999 tive meu primeiro estágio e tirei carteira de motorista (não foi muito bom para os outros motoristas...hehehehe)!
Em 2003 eu recebi meu diploma, meu CREA e tive meu primeiro emprego como arquiteta!
Em 2005 me mudei pra Fortaleza, comecei no meu trabalho e conheci meu futuro marido (que ano, hein?!)!!!
Em 2007 havíamos terminado nosso relacionamento, mas voltamos neste mesmo ano e muito melhores e mais maduros!!!
Em 2009 ganhei a cunhada que seria a mãe do meu primeiro sobrinho e começamos a fazer muitos projetos juntos! Nasceu o escritório DIA...
Em 2011 eu me casei!
Em 2013... estou no aguardo de que ganharei a melhor notícia de todas!
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Videolaparoscopia e Histeroscopia
Pronto! Cirurgias feitas... 22 de novembro de 2012. Acordei cedo e fiz minha última refeição por volta das 8h30. Havia tomado um Dulcolax a noite porque li que era bom para o preparatório nesta cirurgia! E esta última refeição também deve ser leve... depois... nem água! Foi muito difícil! Fui para o hospital com minha mãe. Me internei no hospital por volta de 13hs e descobrimos que eu não tinha direito à acompanhante na enfermaria! Mas minha mãe, meu marido (que foi lá depois) e a tia Názile, ficaram comigo até o último momento... Medi minha pressão e batimentos...tudo ok! E fiquei aguardando o médico para a cirurgia que seria às 17hs. Pouco antes disso ele passou por lá, me tranquilizou e disse que a equipe estaria preparando tudo e me chamariam em breve. Pouco depois disso me chamaram e fui levada para o centro cirúrgico. Conheci as pessoas, o anestesista e... apaguei! Deve ter sido um pouco depois da anestesia e de usar aquele respirador... Quando retornei ao mundo, me lembro de ver meu irmão Vitor (o pai do João!!) e minha cunhada Talita! Eu tava meio grogue, não aguentava ficar de olho aberto... Depois vi a tia Názile e o tio Gabriel. Fiz uma refeição com a ajuda da minha tia e ela foi embora... Falei com meu marido no telefone. Fiquei arrasada que ele não poderia ir lá dormir ao meu lado. Mas o que não fazemos por um sonho não é mesmo? Mas Deus é tão grande que lá tinha uma senhora freirinha se recuperando de uma cirurgia que estava com uma acompanhante, uma freirinha também... um anjo para todas as meninas naquela sala! Nos ajudou a noite toda! Sem palavras... coisa de Deus! Bom, o médico me deu alta no outro dia bem cedo!
O pós operatório tem sido ótimo! Fui até trabalhar na segunda-feira! Na quarta-feira fui ao médico, tirei meus pontos... Já já meu umbigo voltará ao normal (assim espero!!!)! Agora vamos falar dos resultados desta cirurgia...
Meu pequeno pólipo no útero foi retirado e a biópsia mostrou que não era nada maligno! Quanto à videolaparoscopia, foi visto que tenho focos no intestino, no útero, no ovário e trompas esquerdas... Havia umas aderências no intestino que grudaram algumas coisas e ele descolou. As trompas esquerdas, apesar de permeáveis, estão engrossadas pela endrometriose e existe uma certa dificuldade no percurso. Ele disse que a primeira dose de zoladex já secou bastante a endometriose e por isso não é possível diagnosticar a situação real do estágio da minha endometriose... Pelo cálculo atual, é grau 2, mas acredita-se que deveria ser grau 3 antes do zoladex. O que combinamos é que vou tomar 3 doses de zoladex e ontem já tomei a segunda dose! Em dezembro tomarei a última dose! Com esta, provavelmente ainda não ovularei em janeiro... Mas lá pro dia 15 de janeiro, farei outro exame do Ca 125 e retornarei ao médico. Provavelmente e com a ajuda de Deus, farei uma inseminação em fevereiro... Dá pra acreditar? Sinto um nervoso quando penso nisso! É um sonho tão grande que dá um medo maior ainda... Mas está nas mãos de Deus agora!
P.S.: Estou tomando Vitergan Pré-Natal e ácido fólido... O sonho está cada vez mais próximo de se tornar realidade!
O pós operatório tem sido ótimo! Fui até trabalhar na segunda-feira! Na quarta-feira fui ao médico, tirei meus pontos... Já já meu umbigo voltará ao normal (assim espero!!!)! Agora vamos falar dos resultados desta cirurgia...
Meu pequeno pólipo no útero foi retirado e a biópsia mostrou que não era nada maligno! Quanto à videolaparoscopia, foi visto que tenho focos no intestino, no útero, no ovário e trompas esquerdas... Havia umas aderências no intestino que grudaram algumas coisas e ele descolou. As trompas esquerdas, apesar de permeáveis, estão engrossadas pela endrometriose e existe uma certa dificuldade no percurso. Ele disse que a primeira dose de zoladex já secou bastante a endometriose e por isso não é possível diagnosticar a situação real do estágio da minha endometriose... Pelo cálculo atual, é grau 2, mas acredita-se que deveria ser grau 3 antes do zoladex. O que combinamos é que vou tomar 3 doses de zoladex e ontem já tomei a segunda dose! Em dezembro tomarei a última dose! Com esta, provavelmente ainda não ovularei em janeiro... Mas lá pro dia 15 de janeiro, farei outro exame do Ca 125 e retornarei ao médico. Provavelmente e com a ajuda de Deus, farei uma inseminação em fevereiro... Dá pra acreditar? Sinto um nervoso quando penso nisso! É um sonho tão grande que dá um medo maior ainda... Mas está nas mãos de Deus agora!
P.S.: Estou tomando Vitergan Pré-Natal e ácido fólido... O sonho está cada vez mais próximo de se tornar realidade!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
João nasceu
Mandei uma breve mensagem: "Desejo que esse momento seja lindo, inesquecível... E sabemos que será! Fique leve, calma e tudo vai dar certo! Não esqueça o que a Aninha disse: hoje é um dia de festa! Um dia marcante, um dia de benção: seu filho vai nascer... Seu filho lindo, tão amado, tão esperado... Meu sobrinho e afilhado querido! O primeiro neto dos nossos pais... João está cercado de boas energias, protegido por todo nosso amor... Que ele venha à este mundo trazendo ainda mais amor, que venha com muita saúde! Vamos ja ja ver a carinho dele... Te amo!"
E assim foi... inesquecível! Ele apareceu naquele corredor seguindo para o berçario e mostraram aquele rostinho lindo pra gente... Estou babando meu sobrinho até agora!
João é um bebê calmo, tranquilo, sereno, lindo... e muito amado! Não vejo a hora de poder agarrar mais ele... Ele ainda é muito pequenininho. Nasceu com 47 cm e 2.800kg. E milhares de quilos de amor...muito amor...
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Já ouviram falar?
Há algumas semanas vi uma reportagem no fantástico e fiquei maravilhada! Pra quem quiser ver a reportagem segue o link http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/fertilizacao-em-laboratorio-ajuda-bebes-a-nascerem-com-saude-perfeita/2201089/ . Impressionante como sempre temos tanto a aprender... Bom, meu interesse vem por muitos motivos... Tenho endometriose e talvez eu faça uma fertilização "in vitro", e o meu maior sonho é ter um filho e como toda mãe, desejo o melhor pra ele e o mais importante nessa vida é ter saúde! Sei que amor não vai faltar, então só posso rezar pra que ele venha com muita saúde! E a medicina avança a cada dia, e a cada dia, encontramos mais maneiras para ter uma vida muito saudável. O que a matéria no Fantástico mostrou foi sobre o diagnóstico genético pré-implantação (PGD). É uma técnica que pode detectar anormalidades genéticas causadas por mutações, anormalidades cromossômicas, e assim, evitar uma gravidez anormal. Para realização do PGD é necessário a realização da fertilização in vitro, que é a obtenção de embriões em laboratório e antes da implantação no útero é feito esta biópsia e realiza-se o estudo genético. As pacientes que se encaixam para realizar um PGD são as que sofreram de abortos de primeiro trimestre, que tiveram abortamento ou nascimento de criança com anormalidade cromosômica, que tem idade avançada, que tem mutações genéticas ou que tem outras doenças cromossômicas.
Eu nunca tinha ouvido falar nessa técnica... é muito legal! Gostei muito!
Eu nunca tinha ouvido falar nessa técnica... é muito legal! Gostei muito!
sábado, 10 de novembro de 2012
Aula sobre ENDOMETRIOSE
Quero falar sobre um pouco sobre o diagnóstico de ENDOMETRIOSE! Existem várias formas de suspeitar a presença da endometriose e existem algumas formas para se ter certeza! Como podemos suspeitar? Há o diagnóstico clínico... A mulher tem dores durante a menstruação como cólica (dismenorréia), ou começa a ter problema de infertilidade, irregularidade menstrual, dor na relação (dispareunia)... enfim... Esses fatores nos levam a desconfiar e sugerir um quadro "possível" de endometriose. Outros fatores mais raros que possam surgir repentinamente como presença de sangue na urina (hematúria), dificuldade para urinar (disúria), repentina necessidade de urinar (urgência miccional), dor ou sangramento à evacuação, diarréia... tudo isso nos sugere diagnóstico de endometriose. O exame físico pode ser aparentemente normal ou revelar nódulos (vagina, colo, septo reto-vaginal...), espessamento (paramétrio), útero com mobilidade reduzida, e doloroso à mobilização. Enfim, tudo isso pesquisei em diversos textos médicos e já entendi, que um bom médico, pode sim sugerir a endometriose, mas entendo que é preciso complementar e confirmar esta sugestão e existem várias formas pra isso.
Como exame laboratorial existe o marcador mais utilizado que é o CA-125 (anticorpo monoclonal contra antígenos do epitélio ovariano). Mas este não é um exame específico podendo surgir também em outros tumores de linhagem epitelial em enfermidades hepáticas, etc. Na endometriose avançada pode se elevar a níveis superiores a 100U/ml. Deve ser dosado no soro no período menstrual.
Outra forma, que foi a que eu descobri a minha é a ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA. Mas este exame não se presta ao diagnóstico dos casos iniciais. O exame por via trans-vaginal pode sugerir massas anexiais que, por sua ecogenecidade própria nos levará à suspeita de endometriose. Estar atento ao diagnóstico diferencial com corpo lúteo hemorrágico que se apresenta de forma semelhante. Nesta circunstância, o exame realizado no pré-menstrual deverá ser repetido na fase folicular seguinte. A Doppler-fluxometria, pouco específica poderá corroborar no diagnóstico.
Tem também a TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA. Não superam a ultrassonografia na maioria das vezes. São indicados para avaliação do comprometimento retroperitoneal, do trato intersticial e de outros sítios menos freqüentes.
E finalmente, a LAPAROSCOPIA. Esta é um procedimento cirúrgico, diagnóstico de escolha, devendo ser realizada preferencialmente na fase folicular a fim de se prevenir confusões com o corpo lúteo. É minimamente invasivo e é realizado sob efeito de anestesia. Deve-se visualizar toda a pelve, o que é facilitado pelo auxílio da segunda e terceira punções. A superfície ovariana, fossa ovárica, fundo de saco de Douglas ou fundo de saco vésico-uterino, a superfície vesical, a face anterior e posterior dos ligamentos largos, trompas, útero e ligamentos redondos e infundíbulo pélvico devem ser criteriosamente examinados. O advento de vídeo-laparoscopia facilitou esta tarefa e permitiu o tratamento cirúrgico de forma mais efetiva.
Ok. Após criteriosa observação das possíveis áreas afetadas pela endometriose: peritôneo, ovários, fundo de saco posterior, tubas, avalia-se a extensão de comprometimento destas estruturas segundo dados assinalados na tabela desta classificação que corresponderá a pontos. A soma de tais pontos permitirá estadiar a endometriose observada em I(Mínima: 1-5), II(Leve: 6-15), III (Moderada: 16-40), IV (Severa maior que 40).
E o tratamento? A conduta para cada paciente irá depender de seu desejo de gestar, de sua idade, da gravidade, do quadro encontrado (estadiamento). Poderá ser meramente sintomático, clínico, cirúrgico ou resultar das associações destas modalidades.
ESTÁDIO I ou II. Endometriose mínima, leve ou suspeita em paciente com desejo de gestar. Sintomatologia leve ou ausente, níveis de CA-125 inferiores a 50U/ml, ultrassonografia transvaginal "normal", exame físico pouco característico.Tratamento sintomático com antiinflamatórios não hormonais. Não se sabe ao certo se o tratamento cirúrgico traria benefícios para estas pacientes. Questiona-se também esta conduta expectante, já que a evolução dos implantes é imprevisível. Alternativamente para estes casos, sem o desejo imediato de gestar, pode-se adotar contraceptivos hormonais orais combinados com 30mg de etinil estradiol e levonorgestrel. A administração se fará de forma contínua, sem interrupção por 6 a 12 meses. A amenorréia assim obtida e a ação terapêutica desejada, poderão se fazer também com medroxiprogesterona injetável ou dispositivo intra-uterino medicado com levonorgestrel.
ESTÁDIOS III e IV. Endometriose moderada e grave. Sintomatologia leve, moderada ou acentuada, níveis de CA-125 maior que 100 U/ml e/ou ultrassonogafia transvaginal sugestiva de endometrioma, exame físico igualmente sugestível. A propedêutica, vídeo-laparoscópica, que precedeu o estadiamento, já deverá ter assumido algum caráter terapêutico com ressecção, coagulação, vaporização dos focos de endometriose e lise de aderências ou lise dos ligamentos útero-sacros, se necessário.
Depois do tratamento, complementa-se o tratamento cirúrgico com o clínico: análogos do GnRH, danazol, gestrinona e, menos efetivo, progestágenos. Com tais medicações, haverá ausência de menstruação, podendo se realizar controle (CA-125, USG e dosagem de estradiol) no terceiro mês. No fim deste período poderá ser feita nova vídeo-laparoscopia, naquelas pacientes em que a clínica e exames sugerirem cistos residuais ou aderências pélvicas importantes. Neste último caso, considerar o binômio risco/benefício para, eventualmente, se optar por laparoscopia.
Tá, o texto tá muito técnico porque não é meu, óbvio! Eu não sei de tudo isso! O link com a matéria completa está aí (http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/revista/36/endom.asp)
Como exame laboratorial existe o marcador mais utilizado que é o CA-125 (anticorpo monoclonal contra antígenos do epitélio ovariano). Mas este não é um exame específico podendo surgir também em outros tumores de linhagem epitelial em enfermidades hepáticas, etc. Na endometriose avançada pode se elevar a níveis superiores a 100U/ml. Deve ser dosado no soro no período menstrual.
Outra forma, que foi a que eu descobri a minha é a ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA. Mas este exame não se presta ao diagnóstico dos casos iniciais. O exame por via trans-vaginal pode sugerir massas anexiais que, por sua ecogenecidade própria nos levará à suspeita de endometriose. Estar atento ao diagnóstico diferencial com corpo lúteo hemorrágico que se apresenta de forma semelhante. Nesta circunstância, o exame realizado no pré-menstrual deverá ser repetido na fase folicular seguinte. A Doppler-fluxometria, pouco específica poderá corroborar no diagnóstico.
Tem também a TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA. Não superam a ultrassonografia na maioria das vezes. São indicados para avaliação do comprometimento retroperitoneal, do trato intersticial e de outros sítios menos freqüentes.
E finalmente, a LAPAROSCOPIA. Esta é um procedimento cirúrgico, diagnóstico de escolha, devendo ser realizada preferencialmente na fase folicular a fim de se prevenir confusões com o corpo lúteo. É minimamente invasivo e é realizado sob efeito de anestesia. Deve-se visualizar toda a pelve, o que é facilitado pelo auxílio da segunda e terceira punções. A superfície ovariana, fossa ovárica, fundo de saco de Douglas ou fundo de saco vésico-uterino, a superfície vesical, a face anterior e posterior dos ligamentos largos, trompas, útero e ligamentos redondos e infundíbulo pélvico devem ser criteriosamente examinados. O advento de vídeo-laparoscopia facilitou esta tarefa e permitiu o tratamento cirúrgico de forma mais efetiva.
Ok. Após criteriosa observação das possíveis áreas afetadas pela endometriose: peritôneo, ovários, fundo de saco posterior, tubas, avalia-se a extensão de comprometimento destas estruturas segundo dados assinalados na tabela desta classificação que corresponderá a pontos. A soma de tais pontos permitirá estadiar a endometriose observada em I(Mínima: 1-5), II(Leve: 6-15), III (Moderada: 16-40), IV (Severa maior que 40).
E o tratamento? A conduta para cada paciente irá depender de seu desejo de gestar, de sua idade, da gravidade, do quadro encontrado (estadiamento). Poderá ser meramente sintomático, clínico, cirúrgico ou resultar das associações destas modalidades.
ESTÁDIO I ou II. Endometriose mínima, leve ou suspeita em paciente com desejo de gestar. Sintomatologia leve ou ausente, níveis de CA-125 inferiores a 50U/ml, ultrassonografia transvaginal "normal", exame físico pouco característico.Tratamento sintomático com antiinflamatórios não hormonais. Não se sabe ao certo se o tratamento cirúrgico traria benefícios para estas pacientes. Questiona-se também esta conduta expectante, já que a evolução dos implantes é imprevisível. Alternativamente para estes casos, sem o desejo imediato de gestar, pode-se adotar contraceptivos hormonais orais combinados com 30mg de etinil estradiol e levonorgestrel. A administração se fará de forma contínua, sem interrupção por 6 a 12 meses. A amenorréia assim obtida e a ação terapêutica desejada, poderão se fazer também com medroxiprogesterona injetável ou dispositivo intra-uterino medicado com levonorgestrel.
ESTÁDIOS III e IV. Endometriose moderada e grave. Sintomatologia leve, moderada ou acentuada, níveis de CA-125 maior que 100 U/ml e/ou ultrassonogafia transvaginal sugestiva de endometrioma, exame físico igualmente sugestível. A propedêutica, vídeo-laparoscópica, que precedeu o estadiamento, já deverá ter assumido algum caráter terapêutico com ressecção, coagulação, vaporização dos focos de endometriose e lise de aderências ou lise dos ligamentos útero-sacros, se necessário.
Depois do tratamento, complementa-se o tratamento cirúrgico com o clínico: análogos do GnRH, danazol, gestrinona e, menos efetivo, progestágenos. Com tais medicações, haverá ausência de menstruação, podendo se realizar controle (CA-125, USG e dosagem de estradiol) no terceiro mês. No fim deste período poderá ser feita nova vídeo-laparoscopia, naquelas pacientes em que a clínica e exames sugerirem cistos residuais ou aderências pélvicas importantes. Neste último caso, considerar o binômio risco/benefício para, eventualmente, se optar por laparoscopia.
Tá, o texto tá muito técnico porque não é meu, óbvio! Eu não sei de tudo isso! O link com a matéria completa está aí (http://www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/revista/36/endom.asp)
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